Marcelo Pimenta

Funil de inovação: uma ferramenta descomplicada para inovar

Funil de Inovação

O funil de inovação oferece uma perspectiva única no processo de planejamento e gerenciamento estratégico da inovação, te ajudando a focar naquilo que realmente irá gerar valor para o negócio, aproveitando de maneira eficiente as melhores oportunidades.

Ao iniciar uma viagem importante, é sempre útil ter um mapa. O mesmo vale para sua jornada de inovação.

São várias as ferramentas e metodologias que servem como “mapa” para não só que a inovação aconteça, mas que ela aconteça de forma efetiva, eficiente e menos custosa para a organização.

Tenho apresentado várias ferramentas voltadas para a gestão da inovação no meu blog para te ajudar, como por exemplo, a TRL e os 3 Horizontes de Inovação

Hoje, apresentarei mais uma delas: o funil de inovação.

Continue lendo para saber mais sobre como funciona essa ferramenta, exemplos e também o modelo de funil que eu mesmo utilizo, e prepare-se para inovar de forma mais assertiva!

 

O que é um funil de inovação?

Um funil de inovação nada mais é do que uma ferramenta de gerenciamento do processo de inovação, que permite uma filtragem e refinamento de ideias, bem como a iteração de projetos de inovação, visando uma otimização do processo, de forma simples, orientada e inteligente.

Em outra abordagem, é uma ferramenta que funciona tal como o seu nome: um funil, com etapas distintas, que servem para selecionar as melhores ideias de inovação, definições e conceitos do projeto derivado dessas ideias, até o refinamento para lançar a inovação trabalhada no mercado.

A intenção dessa ferramenta é começar com um grande volume de ideias, e ir filtrando-as até que apenas as melhores ideias, com melhor capacidade de execução e absorção do mercado sobrevivam até chegar ao final do funil.

Dessa forma, ele orienta a melhor tomada de decisão e um processo de inovação mais enxuto e com menos desperdício.

 

Por que utilizar o funil de inovação é importante?

O funil de inovação é uma ferramenta consagrada na gestão da inovação e não é para menos, confira alguns dos seus benefícios:

  • Define um processo claro da rota de inovação
  • Define critérios e ajuda a avaliar cada fase de um projeto
  • Reduz o ciclo de experimentação e validação
  • Aumenta a chance de sucesso de um projeto de inovação
  • Diminui os erros no decorrer do processo
  • Evita o desperdício de recursos

Através do funil de inovação, você tem fases de avaliação, incentivo, processo, ideias, refinamento e experimentações para ver quais inovações são mais relevantes para o contexto atual do seu negócio e também aquelas que têm menor chance de erro.

Enquanto entendemos que inovar tem a ver com errar e permitir o erro, isso não quer dizer ser imprudente nos seus projetos, e sim fazer a gestão da inovação para evitar o desperdício, e o funil de inovação é algo que vai ajudar com esse controle.

Portanto, esta é uma ferramenta fundamental para a gestão de portfólio de inovação dentro da sua empresa, e agora que você entendeu melhor sobre sua importância, vamos ver como ela funciona e como aplicá-la na prática?

 

Como funciona a ferramenta do funil de inovação?

Como você viu, um funil de inovação é uma ferramenta ou processo que garante que apenas as melhores ideias sejam executadas. 

Em um sentido metafórico, o funil seleciona ideias inovadoras para viabilidade, de modo que apenas os melhores produtos, processos ou modelos de negócios sejam lançados no mercado, ou seja, fornece uma estrutura para a triagem e teste de ideias inovadoras e viáveis.

Quando visualizamos um funil, por sua estrutura, podemos entender seu conceito: uma boca mais larga, que vai se estreitando até uma parte muito fina, que controla o que sai.

A estrutura é baseada na ideia de que muitos projetos inovadores podem ser pensados e alimentados na boca larga do funil. Existem diferentes fases no funil. Entre uma fase e outra, há uma avaliação para determinar se algo deve ou não passar para a próxima etapa. 

Para começar a estreitar o funil, a empresa deve analisar cada ideia de várias maneiras e em vários estágios para determinar se vale a pena perseguí-la.

No final do funil, seu ponto mais estreito, o negócio fica com as oportunidades que devem priorizar para seguir em frente. São oportunidades que fazem o melhor uso dos recursos, cumprem os objetivos do projeto e se alinham com as metas organizacionais.

Veja o conceito de funil aplicado a inovação na imagem abaixo:

funil de inovação

Existem vários modelos de funis da inovação, alguns com 3 etapas, outros com múltiplas etapas, em diferentes ordens, mas o conceito é basicamente o mesmo, e cabe à organização avaliar e considerar qual o melhor modelo de funil a ser seguido.

Funil de inovação

Para te ajudar, eu tenho um funil da inovação descomplicado que, pessoalmente, é o que gosto de utilizar. E ele tem uma abordagem simples e funcional, que você vai conhecer logo a seguir:

 

Como utilizar o funil de inovação na prática? Conheça o modelo de Marcelo Pimenta

Agora que você está mais familiarizado com essa ferramenta, vou apresentar o modelo que eu utilizo e indico para o funil de inovação.

Sua estrutura básica não traz muitas novidades: é composto por fases comuns a outros modelos e essenciais para essa filtragem inteligente de ideias e conceitos até o produto final. São elas:

funil de inovação

Buscar – Selecionar – Validar – Implementar

Sua grande diferença consiste em trazer, para cada uma dessas fases, ações que você pode fazer da porta para dentro da sua empresa e ações que podem ser feitas da porta para fora, amplificando entendimentos, opções e horizontes para que você encontre a melhor forma de inovar para cada projeto, dentro de opções que tenham maior compatibilidade com o momento da sua empresa.

É uma abordagem que, apesar de trazer ações externas, se difere do conceito de inovação aberta x inovação fechada.

A seguir, vou explicar detalhadamente cada uma dessas fases e essas ações sugeridas. 

1. Topo do funil: BUSCAR

O processo correto de inovação não consiste em começar a tirar ideias “do nada”, mas sim de buscar entender o CONTEXTO e aquilo que faz sentido, ter dados concretos e a partir deles, sim, começar a gerar ideias. 

Na fase BUSCAR, é onde levantamos informações, definimos metas e objetivos, mapeamos as necessidades e oportunidades, e geramos ideias que estejam alinhadas com tudo isso que pesquisamos e levantamos. 

A geração de ideias é livre, mas CONTEXTUALIZADA e FUNDAMENTADA. 

Podemos fazer isso de forma INTERNA ou EXTERNA.

funil de inovação buscar

Interna: banco de ideias, programa de sugestões, SAC, bootcamp.

Bootcamps, como um treinamento intensivo em determinada área, podem ser um campo de estímulo criativo e de geração de ideias. 

Banco de ideias e programas de sugestões permitem a colaboradores, fornecedores e clientes a sugerirem e gerar preciosos insights.

Já o SAC, muitas vezes visto como um centro de problema, é uma mina de ideias do que você pode melhorar na sua empresa e de oportunidades de inovação, tendo em vista o engajamento sincero no momento em que usuário que procura o SAC com seu feedback, dúvidas, sugestões e preocupações.

Externa: desafios de startups, convênios e parcerias com outras empresas, institutos de pesquisa, universidades e afins.

Se a geração de ideias internas não está satisfatória, as opções acima são excelentes oportunidades de insights para a inovação.

Você ainda pode mesclar esse ambiente externo com o interno e gerar ainda mais ideias!

Uma abordagem que também é muito útil nesta fase é a do Design Thinking

2. Meio – inicial do funil: SELECIONAR

Depois da fase de busca, temos a fase de seleção, que visa afunilar as ideias e também o processo de inovação, realizando a triagem e analisando tanto as informações coletadas quanto as ideias geradas na fase 1. 

É hora de fazer projeções, calcular riscos e possíveis resultados, de forma detalhada.

O que não se mostra muito seguro, eficiente ou viável é eliminado, e apenas aquilo que parece ser promissor para gerar valor mercadológico de forma executável e bom risco benefício é deixado. 

Naquilo que ficar, veja o que faz mais sentido dentro dos objetivos estratégicos e momento da empresa, considerando os recursos disponíveis, e afunile ainda mais, de forma a deixar as ideias claras e ganhando forma. 

Este também é o momento de acionar gerentes de projeto, para que eles possam ajudar a traçar como cada ideia pode ser executada. 

funil de inovação selecionar

Algumas sugestões de como selecionar as melhores ideias, de maneira externa e interna:

Interna: votações, rating

Externa: concursos, prêmios, editais

3. Meio – final do funil: VALIDAR

Com as melhores ideias selecionadas, é hora de refinar ainda mais e validá-las, para uma nova filtragem. Estamos falando aqui de laboratórios de inovação, protótipos, maquetes, modelos de negócio, programas pilotos, etc.

Há uma série de testes e experimentações que acontecem nesta fase. Primeiro, o protótipo passará por testes internos. Após a descoberta dos problemas e a aplicação das soluções, o produto passará por testes de consumo (teste de campo). Em seguida, pode ser realizado um teste de marketing ou validação para verificar a viabilidade de mercado do produto.

É preciso definir muito bem as métricas de progresso desta fase.

funil de inovação validar

Confira algumas opções de validação externa e interna:

Interna: desenvolvimento do cliente, crowdfunding

Externa: testes e experimentações

Utilize metodologias de experimentação e de aproximação do cliente, para ver se ele valida aquelas ideias que foram colocadas inicialmente, ou ainda, já coloque um MVP em pré venda, de forma a já testar direto com o cliente para poder validar se isso realmente faz sentido dentro do mercado.

4. Fundo de funil: IMPLEMENTAR

Depois de buscar, selecionar e validar, já tendo procurado as melhores soluções, feito testes e diminuindo as possibilidades de erro, é finalmente a hora de implementar de fato a inovação desejada. 

O desenvolvimento nessa fase já conta com todas as iterações das fases anteriores e já tem foco de versão final para mercado e escala.

Nessa fase final, o mais indicado é utilizar as metodologias ágeis para desenvolvimento, que permitem com que você refine ainda mais o projeto. Se você ainda não sabe muito sobre o assunto, pode conferir mais nos seguintes posts:

Você pode também ter ações que dizem respeito a hackathons e mutirões, entre outras iniciativas, onde você pode fazer um esforço intensivo para buscar implementar isso. Portanto:

Interno: Scrum, Project Thinking, Kanban, PDCA

Externo: Hackathons, mutirões

funil de inovação implementar

Comece agora mesmo a inovar com essa ferramenta!

Esta é uma forma simplificada e ao mesmo tempo aplicada de funil da inovação, onde você poderá utilizar ações que você já tem dentro da empresa, mas conseguindo adaptar esses esforços e inovações em um fluxo, em um processo que seja transparente.

Essa transparência é fundamental para que o processo possa permear toda a organização, dando a administração, diretoria, corpo gerencial e time operacional um entendimento sobre como a inovação é feita na empresa, e dessa forma, os esforços podem ser melhor gerenciados, com cada colaborador entendendo o que é esperado ao longo do processo.

 

 

Nada disso funciona sem uma CULTURA de inovação

Eu sempre estou aqui apresentando dicas, ferramentas, metodologias e formas de inovar, e você pode conferir tudo isso navegando pelo blog. 

Mas algo é certo: não importa quantas ferramentas ou dicas você utilizar, se a sua empresa não tiver uma cultura de inovação. 

Existe uma relação entre lucratividade e inovação, e, geralmente, as empresas mais lucrativas são mais inovadoras, no entanto, as empresas que mais investem em inovação não são necessariamente mais lucrativas.

Essas 2 realidades demonstram que não basta apenas inovar – é preciso inovar do jeito certo. 

Se você quer fazer com que sua empresa seja mais inovadora, mas ainda não está conseguindo chegar lá, ou não quer perder tempo, recursos ou se arriscar até a sumir do mercado, eu posso te ajudar. 

Não importa qual seja a falha no seu processo, o tamanho da sua empresa, o seu setor ou estágio dentro da inovação, tenho programas, workshops, consultorias e palestras que ajudam a diferentes dores e necessidades que você tenha e que garantam o sucesso da sua jornada na inovação!

Você pode conferir todas as minhas palestras, metodologia e portfólio clicando aqui. E não deixe de acompanhar os meus vídeos exclusivos do meu canal no Youtube!

Ou, se preferir, entrar em contato com a minha equipe, contar as suas necessidades e receber um atendimento e proposta personalizados para os seus objetivos!

Te vejo na próxima!

Postado por Marcelo Pimenta

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